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Los días 9, 10 y 11 de mayo, José Luís Peixoto participará en las siguientes actividades en Barcelona:

 

 - 9 mayo - 12h00 (11h portugal) - Casa La Pedrera: Diàleg sobre el futur d' Europa: el paper de la cultura, con José Luís Peixoto, Pilar del Río y Lana Bastasic

Transmisión en vivo aquí: https://www.youtube.com/watch?v=YZoFTkcc2QQ

 

 - 10 mayo - 18h30 (17h30 portugal) - Centre de Cultura Contemporània de Barcelona: La ousadia del futuro, con José Luís Peixoto y Eva Piquer

Transmisión en vivo aquí: https://www.cccb.org/es/actividades/ficha/conversacion-con-jose-luis-peixoto-y-eva-piquer/235654

 

 - 11 mayo - 19h00 (18h00 portugal) - Biblioteca Francesca Bonnemaison: Periferias de Europa: mundo eslavo y Portugal, con José Luís Peixoto, Marta Rebón y Albert Lladó

Transmisión en vivo aquí: https://www.youtube.com/watch?v=Zf5V2JOfsow

 

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Leitura integral da peça de teatro Estrangeiras, de José Luís Peixoto

Produção - Grupo Off, Viseu

Elenco - Ana Raquel Romão, Gabriela Coutinho, Daniela Silva

Texto disponível em edição da Rosa de Porcelana, VER AQUI

 

 

 

 

 

O lugar-comum repete que, hoje em dia, quase ninguém lê livros. O tom é sempre o mesmo e eu perco logo interesse na conversa, estou cansado de ouvi-la, sei como evolui: esse lamento avança por uma espiral de lamentos, transforma-se num longo eco de si próprio e desagua na conclusão inevitável de que o mundo está condenado, de que não há solução. 

 

Embalado por essa cantiga, o lugar-comum esquece-se de que nunca se leram tantos livros na história da humanidade. Vivemos precisamente no tempo em que se leem mais livros. O ser humano comunica com palavras há cerca de cem mil anos. A primeira vez que as escreveu foi há três mil e quinhentos anos, mais ou menos. Durante muitos séculos, copiados um a um, ou mesmo já impressos, os livros foram considerados um artigo de luxo, reservado a muito poucos. Foi apenas há décadas que se começou a perseguir o objetivo da alfabetização generalizada. Alguns de nós, entre os quais me incluo, carregam a memória de avós analfabetos, que nunca leram qualquer livro.

 

Neste preciso momento, enquanto estamos aqui, há milhares ou milhões de pessoas a ler livros no mundo. Não são a maioria, como nunca foram, mas fazem a diferença. 

 

O lugar-comum costuma afirmar que, hoje em dia, os livros já não têm influência nos grandes debates da atualidade social. E volta a enganar-se. As ideias contidas nos livros alastram pela sociedade através do contágio. Mesmo que de forma velada, as razões dos leitores têm enorme presença. Em primeiro lugar, porque nascem de uma fonte sólida. Os não-leitores, com a sua informação retirada de títulos da internet, frases avulsas daqui ou dali, capitulam perante reticências e onomatopeias, falta-lhes verbos, substantivos. Entre todos os adjetivos, apenas possuem “bom” e “mau”. Mesmo quando subtis, as vantagens dos leitores são inequívocas. 

 

Os jovens de hoje em dia não gostam de ler livros, afirma o lugar-comum. Logo depois, segue-se uma lista de outros defeitos dos jovens que, antes, eram muito melhores, o mundo está condenado, não há solução. Aquilo que falta averiguar é a natureza desse “antes”. Quando foi esse tempo idílico? Com frequência, as queixas de que os jovens não leem chegam de pessoas que leram um livro em 2009, parece que foi ontem. 

 

Como havemos de convencer os jovens a ler? Lançam-se em conjeturas que esbarram sempre no lugar-comum: a tecnologia. Quando eu era criança, as televisões eram a preto e branco, só tínhamos dois canais, as emissões começavam às 18h, dava meia-hora de desenhos animados por dia e, mesmo assim, a tecnologia já era culpada pela falta de leitura dos jovens.

 

O lugar-comum limita o pensamento. Quando se afirma que o mundo está condenado, que não há solução, está a condenar-se o mundo, não se lhe permite solução. Além disso, como se espera cativar para a leitura de livros com a repetição exaustiva de que, hoje em dia, quase ninguém lê livros?

 

Se querem convencer os vossos filhos a ler, comecem vocês a ler agora mesmo. Não precisam obrigar os vossos filhos a ler, não precisam de castigá-los se não lerem, não precisam sequer de falar do assunto, simplesmente abram um livro e leiam. Depois, quando esse acabar, procurem outro livro e leiam-no também. Desliguem o telemóvel, e leiam. 

 

Inevitavelmente, esse gesto trará resultados. Começará por transformar a vossa cabeça, até a maneira de respirar e, um dia, quando menos esperarem, hão de encontrar os vossos filhos a ler, exatamente da maneira que vocês leem, com a mesma generosidade, se for esse o caso. 

 

José Luís Peixoto

 

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Diogo Infante lê excerto do romance Almoço de Domingo, de José Luís Peixoto.

 

 

 

https://www.joseluispeixotoemviagem.com/

https://papeisjlp.blogs.sapo.pt/

Até dia 18 de abril, pode adquirir exemplares do romance Almoço de Domingo, autografados pelo autor e com dedicatória personalizada nas seguintes livrarias: 

 

ALCABIDECHE - Books Live
ALCOBAÇA - Livraria A Cartilha
ALGÉS - Livraria Espaço
AMADORA - Livraria Palavras de Culto
ANGRA DO HEROÍSMO - Loja do Adriano
AVEIRO - Livraria ABC
AVEIRO - Leya em Aveiro
BRAGA - Livraria Centésima Página
CASCAIS - Bookslive
CASCAIS - Indie Cascais
CASCAIS - RG Livreiros
COIMBRA - Livraria Casa Castelo
COIMBRA - Livraria Celas
ÉVORA - Livraria Nazareth
FARO - Livraria Papelaria Sagres
GUIMARÃES - Livraria Ideal
LAGOS - Livros da Ria Formosa
LEIRIA - Americana
LEIRIA - Livraria Arquivo
LEIRIA - Livraria Boa Leitura
LISBOA - Cult
LISBOA - Leya na Buchholz
LISBOA - Livraria Barata
LISBOA - Livraria Ferin
LISBOA - Livraria Ler
LISBOA - Livraria Ler Devagar
LISBOA - Livraria Tantos Livros
LISBOA - Livraria da Travessa
PAÇOS DE FERREIRA - Papelaria Continental
PAREDE - Livraria Tantos Livros
PONTA DELGADA - Livraria Solmar
PORTALEGRE - Livraria Nun' Alvares
PORTO - Leya na Latina
PORTO - Unicepe
PÓVOA DE VARZIM - Livraria Minerva
SANTARÉM - Livraria Costa
SÃO JOÃO DA MADEIRA - Livraria Ophidia
SETÚBAL - Livraria Culsete
TOMAR - Livraria Nova
TORRES VEDRAS - Livraria União
VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO - Livraria Lusíada
VISEU - Leya na Pretexto

 

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O romance Almoço de Domingo, de José Luís Peixoto, está já disponível nas livrarias e nos seguintes sites:

Bertrand

Fnac

Quetzal

Wook

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Na véspera de cumprir noventa anos, um homem recorda o longo caminho da sua vida – este é o cenário de Almoço de Domingoo novo livro de José Luís Peixoto, um romance biográfico que reconstrói parte da história portuguesa, olhada a partir de uma geografia própria e de uma família. 

Tendo como cenário o Alentejo da raia, este é um romance sobre a idade, sobre a vida contra a morte, sobre o amor profundo e ancestral de uma família reunida, em torno do patriarca, no seu almoço de domingo.

Ler mais aqui.

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Disponível nas livrarias a partir de 25 de março.

Grande entrevista de José Luís Peixoto ao jornal literário Rascunho, para ler aqui:

https://papeisjlp.blogs.sapo.pt/sobre-regresso-a-casa-in-jornal-66554

 

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https://papeisjlp.blogs.sapo.pt/

José Luís Peixoto fez nova transmissão em direto no seu canal de youtube. 

Pode assistir aqui:

 

 




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Arquivo de recortes sobre José Luís Peixoto e a sua obra.


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