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Księga (Livro) is now available in Poland. Translated by Kasia Mojkowska. Published by Świat Książki.

 

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"Księga" jest niezwykłą sagą opowiadającą o portugalskiej emigracji do Francji, opowiedzianą za pośrednictwem galerii niezapomnianych postaci. Między miasteczkiem w sercu Portugalii a Paryżem, między folklorem a wysublimowanymi odniesieniami do światowej literatury wybrzmiewa w tej powieści przeszłość, która zmusiła tysiące Portugalczyków do poszukiwania godnych warunków życia. Powieść niezwykła, przytłaczająca, stanowi obraz ogromnej potęgi marzeń i surowego życia, także ironicznej, czułej i groteskowej rzeczywistości. Losy postaci, ich spotkania i pożegnania, prowadzą czytelników do zdumiewającego finału, który wykracza poza granice literatury.


Livro utwierdza pozycję José Luísa Peixoto jako jednego z najważniejszych współczesnych portugalskich powieściopisarzy.


Oto pisarz, który wynosi na wyżyny literaturę swojego kraju
"Le Figaro”
 

 

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publicado às 23:21

José Luis Peixoto participará en las siguientes actividades en la Feria del Libro de Valladolid:

 

 

2 de junio, 18h30 Firmas de libros

2 de junio, 20h00 - Teatro Zorrilla, Plaza Mayor 9, Valladolid, España

 

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publicado às 15:57

José Luís Peixoto é convidado do EU-China International Literary Festival, onde participará nas seguintes actividades em Xangai e Suzhou:

 

XANGAI

 

23/05, 20h (13h Lisboa|09h Brasília) — 'Why We Write' — Yan Ji You Bookstore (Raffles City Changning) B1, West Retail, 1139 Changning Road, Shangai

 

27/05, 17h (10h Lisboa|06h Brasília) — 'A Novel Approach: experimenting with language and style'  Yan Ji You Bookstore (Raffles City Changning) B1, West Retail, 1139 Changning Road, Shangai 

 

 

SUZHOU

 

24/05, 19(12h Lisboa|08h Brasília) — 'Finding Truth in Fiction' — Zuo Wang Bookhouse, No.54 Period 5th Xietang Old Street Suzhou Industrial Park, 215000 Suzhou

 

26/05, 14(07h Lisboa|03h Brasília) — 'The Three Rules of Writing'  The Suzhou Bookworm, Gun Xiu Fang No. 77, Junction of Shiquan Jie and Ping Qiao Zhi Jie, 215000 Suzhou

 

 

Para assistir em directo a qualquer uma destas actividades, clique aqui e faça 'join livestream' em cada uma.

 

Cerimónia de abertura, aqui.

 

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publicado às 11:56

José Luís Peixoto participará num debate com o escritor angolano Pepetela na Universidade Cheikh Anta Diop, em Dakar, no dia 16 de maio de 2018, a partir das 15h.

 

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publicado às 00:10

Ressentimento

14.05.18

As raízes do ressentimento estão fixas na ideia de que não se foi valorizado. Não há palavras ou nitidez nessa crença, não há consciência, há apenas um peso no peito, como se os pulmões tivessem calcificado e custassem a encher, como se o oxigénio tivesse deixado de os saciar.

 

A injustiça original pode ter tido múltiplas formas, reais ou imaginárias, mas o sentimento que gerou foi sempre uma pergunta sem resposta: porque me ignoraram?

 

Essa dor é uma corrente de aço que liga o presente ao passado, o ressentimento é essa dor.

 

Tu és o símbolo de qualquer coisa que o magoou no passado. Ou porque há algo em ti que é comparável a essa mágoa antiga, ou porque há algo nessa mágoa antiga que é comparável a ti, um detalhe pode evocar o mundo inteiro.

 

Não vale a pena perderes tempo a identificar essa coincidência, é irrelevante. As relações não são da responsabilidade dos objetos relacionados, mas sim de quem as estabelece.
A tua presença é alheia ao seu ressentimento. Na verdade, não é de ti que fala quando diz o teu nome.

 

Por um lado, não te conhece; por outro lado, não é capaz de te ver. Quando olha para ti, apenas vê o passado, apenas sente aquela dor antiga, aquela chaga ainda aberta. Como em documentários na televisão ao domingo, é um animal ferido na savana, talvez um leão, é um animal zangado. Os seus argumentos são camuflagem para o mal‑estar.

 

Mas é sempre assim? Sim, é sempre assim. Quando se tenta eliminar o outro, quando não se lhe reconhece direito à existência, quando se tenta assassinar a sua reputação, é sempre assim. Mas não haverá casos em que o rancor é isento? Não, o rancor nunca é isento, é sempre pessoal e tendencioso, depende daquele que o projeta e não daquele a quem se dirige.

 

E sim, o teu cuidado é legítimo, a tua pena e preocupação são legítimas. Mas não podes caminhar com as pernas dos outros, gesticular com os seus braços, não podes falar com a sua voz. Terá de ser o próprio a drenar o veneno. Tu apenas podes viver a tua vida, o que não é pouco.

 

 

 

José Luís Peixoto, in Notícias Magazine (8 de maio de 2018)

 

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publicado às 13:15

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Temas:

publicado às 21:28

 

José Luis Peixoto participará en las siguientes actividades en la Feria del Libro de Sevilla y en la Biblioteca Pública de Cáceres:

 

4 mayo, 18h30Feria del Libro de Sevilla: Presentación de Galveias y En Tu Vientre – Consulado Geral de Portugal, Av. del Cid, Sevilla, España

 

5 mayo, 12h00 - Feria del Libro de Sevilla: firmas – Espacios Comunes

 

5 mayo, 18h30 - Biblioteca Pública de Cáceres: Presentación de Galveias y En Tu Vientre – Calle Alfonso IX, 26, Cáceres, España

 

 

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publicado às 13:18

 

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publicado às 00:09

En la ocasión del lanzamiento de las ediciones colombianas de Nadie nos Mira y La Madre que Llovía, José Luis Peixoto participará en las siguientes actividades:

 

25 abril, 06h30 - Universidade de los Andes , P-103 – Bogotá, Colômbia

 

26 abril, 17h00 - Presentación Nadie Nos Mira,  Feria Internacional del Libro de Bogotá (FILBo), Stand Ediciones Uniandes – Bogotá, Colômbia

 

27 abril, 10h00 - Universidad Nacional de Colombia – Bogotá, Colômbia

 

 

27 abril, 16h00 - Más Formas de Leer - Escuchar música desde la literatura, FILBo, Gran Salón Ecopetrol, sala Filbo B – Bogotá, Colômbia

 

27 abril, 17h00 - Conversaciones - Narrar la Tierra, FILBo, Foro La Fuerza de las Palabras, Centro nacional de Memoria Historica, Pabellón 20 – Bogotá, Colômbia

 

28 abril, 17h00 - Presentación Te me Moriste, FILBo, Gran Salón Ecopetrol, sala Filbo B  – Bogotá, Colômbia

 

28 abril, 18h00 - Presentación La Madre que Llovía, FILBo, sala Filbo Ilustración – Bogotá, Colômbia

 

29 abril, 15h00 - Conversaciones - Compásion, duelo y la certeza de la mortalidad, FILBo, sala Filbo Ilustración – Bogotá, Colômbia

 

29 abril, 17h00 - Conversaciones - Una madre no tiene principio ni fin, FILBo, Gran Salón Ecopetrol, sala Filbo B – Bogotá, Colômbia

 

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publicado às 19:05

Aspas

14.04.18

 

Enquanto que "ler" pode ser uma mera distração, ler é um compromisso. "Ler" prescinde da presença que ler exige. "Ler" é muito parecido com ler mas, ao mesmo tempo, é bastante diferente. "Ler" é quase o oposto de ler.

 

"Ler" pode ser este encontro breve: passar os olhos por estas colunas, sobrevoá-las sem reparar mesmo em cada palavra, assimilar as primeiras linhas, apanhar pedaços aleatórios do meio, colheradas, fragmentos daqui e dali, e alcançar o fim na diagonal, para ver como acaba.

 

Ler é outra coisa. Quem lê já chegou onde queria ir, não tem pressa. Ler, parece-me, acontece com mais facilidade nas páginas de livros. Ler é uma tarefa de horas ou, melhor, de tempo que não pode realmente ser medido. Apesar da progressão nos capítulos, apesar do ponto final, ler é uma atividade sem fim. Suponho que ler seja comparável a navegar num oceano: horizonte em todas as direções.

 

Quem leva ideias preconcebidas e vai em busca das suas próprias justificações não lê, apenas "lê".

 

As palavras não resistem a ser repetidas com desdém. Se uma criança mal disposta as arranca do seu tom e as repete com troça, as palavras sofrem como qualquer vítima de bullying. Da mesma forma, nenhum texto resiste a uma leitura com desdém. Quem lê não impõe uma voz às palavras, prefere escutá-las.

 

Ler requer humildade, generosidade e confiança.

 

Para ler faz falta uma certa paz e, ao mesmo tempo, uma certa inquietação. Esse é um equilíbrio rigoroso, uma forma de respirar que não se ensina e que, no entanto, se pode aprender.

 

Há momentos em que ler é vozes em uníssono, palavras sobrepostas, dentro e fora de nós: verdades que conhecemos de dentro a chegarem de fora e a falarem-nos, recordações vivas de um passado que está a acontecer pela primeira vez naquele momento. Como uma organização súbita, o mundo unificado, um sentido integral, a coerência plena, um génesis. Não existia, passou a existir. Da escuridão absoluta à luz também absoluta. E, no entanto, tudo simples, natural.

 

Quem lê não faz exigências, apenas quer estar ali.

 

 

 

José Luís Peixoto, in Notícias Magazine (6 de abril de 2018)

 

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publicado às 09:16



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