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En la ocasión del lanzamiento de las ediciones colombianas de Nadie nos Mira y La Madre que Llovía, José Luis Peixoto participará en las siguientes actividades:

 

25 abril, 06h30 - Universidade de los Andes , P-103 – Bogotá, Colômbia

 

26 abril, 17h00 - Presentación Nadie Nos Mira,  Feria Internacional del Libro de Bogotá (FILBo), Stand Ediciones Uniandes – Bogotá, Colômbia

 

27 abril, 16h00 - Más Formas de Leer - Escuchar música desde la literatura, FILBo, Gran Salón Ecopetrol, sala Filbo B – Bogotá, Colômbia

 

27 abril, 17h00 - Conversaciones - Narrar la Tierra, FILBo, Foro La Fuerza de las Palabras, Centro nacional de Memoria Historica, Pabellón 20 – Bogotá, Colômbia

 

28 abril, 18h00 - Presentación La Madre que Llovía, FILBo, sala Filbo Ilustración – Bogotá, Colômbia

 

29 abril, 15h00 - Conversaciones - Compásion, duelo y la certeza de la mortalidad, FILBo, sala Filbo Ilustración – Bogotá, Colômbia

 

29 abril, 17h00 - Conversaciones - Una madre no tiene principio ni fin, FILBo, Gran Salón Ecopetrol, sala Filbo B – Bogotá, Colômbia

 

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publicado às 19:05

Aspas

14.04.18

 

Enquanto que "ler" pode ser uma mera distração, ler é um compromisso. "Ler" prescinde da presença que ler exige. "Ler" é muito parecido com ler mas, ao mesmo tempo, é bastante diferente. "Ler" é quase o oposto de ler.

 

"Ler" pode ser este encontro breve: passar os olhos por estas colunas, sobrevoá-las sem reparar mesmo em cada palavra, assimilar as primeiras linhas, apanhar pedaços aleatórios do meio, colheradas, fragmentos daqui e dali, e alcançar o fim na diagonal, para ver como acaba.

 

Ler é outra coisa. Quem lê já chegou onde queria ir, não tem pressa. Ler, parece-me, acontece com mais facilidade nas páginas de livros. Ler é uma tarefa de horas ou, melhor, de tempo que não pode realmente ser medido. Apesar da progressão nos capítulos, apesar do ponto final, ler é uma atividade sem fim. Suponho que ler seja comparável a navegar num oceano: horizonte em todas as direções.

 

Quem leva ideias preconcebidas e vai em busca das suas próprias justificações não lê, apenas "lê".

 

As palavras não resistem a ser repetidas com desdém. Se uma criança mal disposta as arranca do seu tom e as repete com troça, as palavras sofrem como qualquer vítima de bullying. Da mesma forma, nenhum texto resiste a uma leitura com desdém. Quem lê não impõe uma voz às palavras, prefere escutá-las.

 

Ler requer humildade, generosidade e confiança.

 

Para ler faz falta uma certa paz e, ao mesmo tempo, uma certa inquietação. Esse é um equilíbrio rigoroso, uma forma de respirar que não se ensina e que, no entanto, se pode aprender.

 

Há momentos em que ler é vozes em uníssono, palavras sobrepostas, dentro e fora de nós: verdades que conhecemos de dentro a chegarem de fora e a falarem-nos, recordações vivas de um passado que está a acontecer pela primeira vez naquele momento. Como uma organização súbita, o mundo unificado, um sentido integral, a coerência plena, um génesis. Não existia, passou a existir. Da escuridão absoluta à luz também absoluta. E, no entanto, tudo simples, natural.

 

Quem lê não faz exigências, apenas quer estar ali.

 

 

 

José Luís Peixoto, in Notícias Magazine (6 de abril de 2018)

 

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publicado às 09:16

José Luís Peixoto fará uma conferência sobre literatura portuguesa contemporânea, no âmbito do congresso que celebra os 40 anos do ensino da língua portuguesa na Universidade de Varsóvia, na Polónia.

 

12 de abril, 14h30 - Uniwersytet Warszawski, Rua Dobra 55, sala 1007

 

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publicado às 08:27

Com sons reais captados na Coreia do Norte pelo próprio, José Luís Peixoto fez uma reportagem de rádio transmitida pela Antena 1. 

Para escutar, clicar AQUI

 

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publicado às 11:23

José Luís Peixoto escreveu um conjunto de frases destinadas a uma coleção de isqueiros da BIC. 

A mesma será apresentada ao público na Livraria Ler Devagar, em Lisboa, no dia 21 de Março de 2018, a partir das 18h. 

Os isqueiros encontram-se já distribuídos nos pontos de venda habituais em todo o país ou AQUI

 

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publicado às 12:47

 

 

 

Encantar-te-ás com os poetas até conheceres um.
Com calças de poeta, camisa de poeta e casaco
de poeta, os poetas dirigem-se ao supermercado.

As pessoas que estão sozinhas telefonam muitas vezes,
por isso, os poetas telefonam muitas vezes. Querem
falar de artigos de jornal, de fotografias ou de postais.

Nunca dês demasiado a um poeta, arrepender-te-ás.
São sempre os últimos a encontrar estacionamento
para o carro, mas quando chove não se molham,

passam entre as gotas de chuva. Não por serem
mágicos, ou serem magros, mas por serem parvos.
A falta de sentido prático dos poetas não tem graça.

 

 

José Luís Peixoto, in Gaveta de Papéis (2008)

 

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publicado às 12:41

 

José Luís Peixoto estará presente no Festival Literário da Madeira no dia 14 de Março, às 18 horas, no Teatro Municipal Baltazar Dias.

 

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publicado às 08:54

 

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Temas:

publicado às 17:40

No dia 24 de Fevereiro, José Luís Peixoto apresentará o seu mais recente livro, 'O Caminho Imperfeito', em Galveias.

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publicado às 18:28

 

 

Os elitistas acham sempre que fazem parte da elite. A pirâmide, no entanto, tem uma imensidão de vértices, é provável até que não se trate realmente de uma pirâmide. Por isso, não faltam perspetivas para que uns e outros se considerem no topo.

 

Há o elitismo social, de classe, relacionado ou não com o elitismo económico; há o elitismo cultural, relacionado ou não com o elitismo académico; há o elitismo moral, relacionado ou não com o elitismo religioso; há uma quantidade inúmera de elitismos, derivações de derivações, ramificações, tipos específicos e especializados, insignificantes para quem está fora, vitais para quem está dentro.

 

Em qualquer dos casos, o elitismo é sempre a defesa da superioridade de uns em relação aos outros, é sempre a afirmação da diferença e da separação. As suas razões são o núcleo daquilo que coloca gente contra gente, que justifica guerras. O elitismo garante que uns são mais capazes do que outros, ou que uns têm mais direito do que outros.

 

Mesmo quando se dedica a áreas extravagantes, a mundos microscópicos, o elitismo é sempre uma atitude política. A elasticidade do seu metabolismo permite-lhe sobrevivência em todas as áreas do espetro político, sem exceções. Consegue adaptar-se a qualquer habitat argumentativo. Com mais regularidade do que seria de supor, há apologias do elitismo que, camufladas ou explícitas, são feitas no próprio instante em que se afirmam contra ele. São a elite dos que se afirmam contra a elite.

 

Os defensores das castas dizem que é assim desde sempre, dizem que essa é a ordem natural, moldam a história e a ciência de acordo com os resultados lógicos que pretendem alcançar. Não é difícil fazê-lo, os argumentos são uma massa mais moldável do que o barro.

 

Depois, para lá disso, muito longe e logo ali, há os seres humanos, que nascem, alimentam expetativas e morrem. Quando seremos capazes de olhar para os outros como olhamos para nós próprios? Quando seremos capazes de olhar para nós próprios como olhamos para os outros?

 

 

José Luís Peixoto, in Notícias Magazine (Fevereiro 2017)

 

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publicado às 13:12



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