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O livro Regresso a Casa, de José Luís Peixoto, foi distinguido com o Prémio Livro do Ano Bertrand na área da poesia, tanto na escolha dos livreiros, como na escolha dos leitores.

 

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Regresso a Casa, o mais recente livro de poesia de José Luís Peixoto,  está disponível aqui:

 
Portugal
 
Brasil
 
México

 

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Dezasseis anos depois da sua estreia, aqui fica uma nova versão da peça de teatro À Manhã, de José Luís Peixoto.

Encenada por Margarida Cardeal e representada por participantes da Universidade Alcântara Senior, numa produção da Junta de Freguesia de Alcântara de Lisboa, conta também com a participação grupo coral AlCante Alentejano.

 

No dia 17 de junho de 2021, às 17h30 (hora da Suécia — 16h30 em Portugal), José Luís Peixoto participará numa conversa com Örjan Sjögren, tradutor sueco de Morreste-me (Du dog från mig), com moderação de Vera Faias Fonseca de Carvalho. 

Serão feitas leituras de excertos da obra na língua original, pelo autor, e em sueco, pelo tradutor. 

A atividade terá lugar na Universidade de Estocolmo (Romanska och klassiska institutionen). No entanto, devido às limitações de assistência, neste momento, só já é possível assistir online. 

As incrições para assistir a esta conversa e leitura deverão ser feitas AQUI

Clicar AQUI para mais informações.

 

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Em 2011, José Luís Peixoto esteve no Convento da Cartuxa, em Évora, na companhia do fotógrafo Tiago Miranda. Dessa oportunidade invulgar, nasceu a reportagem "A Vocação do Silêncio", que foi publicada na revista Única, do jornal Expresso, a 5 de junho de 2011 e que pode ser lida AQUI. 

CLICAR AQUI PARA LER.

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A editora Septime Verlag acaba de publicar o romance Galveias, de José Luís Peixoto.

A tradução é de Ilse Dick que também traduziu o romance Cemitério de Pianos (Friedhof der Klaviere).

Galveias está publicado em 13 idiomas e encontra-se atualmente a ser traduzido para mandarim.

 

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O livro Morreste-me, de José Luís Peixoto,  é publicado pela primeira vez no Bangladesh. 

Durante as últimas semanas, o livro tem sido publicado capítulo a capítulo no jornal Bangla Tribune (ver aqui) e, em junho, ficará disponível em livro.

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Morreste-me é o primeiro livro do autor. Publicado pela primeira vez em Portugal em 2000, está atualmente traduzido em 20 idiomas.

 

 

Olho para o livro que me emprestaste

e que nunca devolvi. Também ele olha para mim.

Tem as marcas da tua leitura, certos vincos

no branco das páginas, manchas subtis e difusas

como nuvens, restos das tuas mãos ou do teu olhar.

Espero que não penses sobre mim o que penso

sobre as pessoas que nunca me devolveram

os livros que emprestei. O que pensarás tu

sobre mim? Nunca li o livro que me emprestaste,

preferi sempre imaginá-lo. Suponho que ainda

se sinta estrangeiro entre os meus livros,

mas agora é demasiado tarde para devolvê-lo,

há tanto tempo que não falamos, não sei

se ainda guardo o teu número de telefone.

O que pensarias se agora,  a despropósito,

te quisesse devolver o livro? Havias de pensar

que queria alguma coisa. Sabes, fico com o teu

livro porque não quero nada. Provavelmente,

nunca te devolverei este livro, fará parte do

meu espólio, é a última ligação que temos.

 

José Luís Peixoto, in Regresso a Casa

 

 

O mais recente livro de poesia de José Luís Peixoto, está disponível aqui:

Portugal
 
Brasil
 
México

Los días 9, 10 y 11 de mayo, José Luís Peixoto participará en las siguientes actividades en Barcelona:

 

 - 9 mayo - 12h00 (11h portugal) - Casa La Pedrera: Diàleg sobre el futur d' Europa: el paper de la cultura, con José Luís Peixoto, Pilar del Río y Lana Bastasic

Transmisión en vivo aquí: https://www.youtube.com/watch?v=YZoFTkcc2QQ

 

 - 10 mayo - 18h30 (17h30 portugal) - Centre de Cultura Contemporània de Barcelona: La ousadia del futuro, con José Luís Peixoto y Eva Piquer

Transmisión en vivo aquí: https://www.cccb.org/es/actividades/ficha/conversacion-con-jose-luis-peixoto-y-eva-piquer/235654

 

 - 11 mayo - 19h00 (18h00 portugal) - Biblioteca Francesca Bonnemaison: Periferias de Europa: mundo eslavo y Portugal, con José Luís Peixoto, Marta Rebón y Albert Lladó

Transmisión en vivo aquí: https://www.youtube.com/watch?v=Zf5V2JOfsow

 

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Leitura integral da peça de teatro Estrangeiras, de José Luís Peixoto

Produção - Grupo Off, Viseu

Elenco - Ana Raquel Romão, Gabriela Coutinho, Daniela Silva

Texto disponível em edição da Rosa de Porcelana, VER AQUI

 

 

 

 

 

O lugar-comum repete que, hoje em dia, quase ninguém lê livros. O tom é sempre o mesmo e eu perco logo interesse na conversa, estou cansado de ouvi-la, sei como evolui: esse lamento avança por uma espiral de lamentos, transforma-se num longo eco de si próprio e desagua na conclusão inevitável de que o mundo está condenado, de que não há solução. 

 

Embalado por essa cantiga, o lugar-comum esquece-se de que nunca se leram tantos livros na história da humanidade. Vivemos precisamente no tempo em que se leem mais livros. O ser humano comunica com palavras há cerca de cem mil anos. A primeira vez que as escreveu foi há três mil e quinhentos anos, mais ou menos. Durante muitos séculos, copiados um a um, ou mesmo já impressos, os livros foram considerados um artigo de luxo, reservado a muito poucos. Foi apenas há décadas que se começou a perseguir o objetivo da alfabetização generalizada. Alguns de nós, entre os quais me incluo, carregam a memória de avós analfabetos, que nunca leram qualquer livro.

 

Neste preciso momento, enquanto estamos aqui, há milhares ou milhões de pessoas a ler livros no mundo. Não são a maioria, como nunca foram, mas fazem a diferença. 

 

O lugar-comum costuma afirmar que, hoje em dia, os livros já não têm influência nos grandes debates da atualidade social. E volta a enganar-se. As ideias contidas nos livros alastram pela sociedade através do contágio. Mesmo que de forma velada, as razões dos leitores têm enorme presença. Em primeiro lugar, porque nascem de uma fonte sólida. Os não-leitores, com a sua informação retirada de títulos da internet, frases avulsas daqui ou dali, capitulam perante reticências e onomatopeias, falta-lhes verbos, substantivos. Entre todos os adjetivos, apenas possuem “bom” e “mau”. Mesmo quando subtis, as vantagens dos leitores são inequívocas. 

 

Os jovens de hoje em dia não gostam de ler livros, afirma o lugar-comum. Logo depois, segue-se uma lista de outros defeitos dos jovens que, antes, eram muito melhores, o mundo está condenado, não há solução. Aquilo que falta averiguar é a natureza desse “antes”. Quando foi esse tempo idílico? Com frequência, as queixas de que os jovens não leem chegam de pessoas que leram um livro em 2009, parece que foi ontem. 

 

Como havemos de convencer os jovens a ler? Lançam-se em conjeturas que esbarram sempre no lugar-comum: a tecnologia. Quando eu era criança, as televisões eram a preto e branco, só tínhamos dois canais, as emissões começavam às 18h, dava meia-hora de desenhos animados por dia e, mesmo assim, a tecnologia já era culpada pela falta de leitura dos jovens.

 

O lugar-comum limita o pensamento. Quando se afirma que o mundo está condenado, que não há solução, está a condenar-se o mundo, não se lhe permite solução. Além disso, como se espera cativar para a leitura de livros com a repetição exaustiva de que, hoje em dia, quase ninguém lê livros?

 

Se querem convencer os vossos filhos a ler, comecem vocês a ler agora mesmo. Não precisam obrigar os vossos filhos a ler, não precisam de castigá-los se não lerem, não precisam sequer de falar do assunto, simplesmente abram um livro e leiam. Depois, quando esse acabar, procurem outro livro e leiam-no também. Desliguem o telemóvel, e leiam. 

 

Inevitavelmente, esse gesto trará resultados. Começará por transformar a vossa cabeça, até a maneira de respirar e, um dia, quando menos esperarem, hão de encontrar os vossos filhos a ler, exatamente da maneira que vocês leem, com a mesma generosidade, se for esse o caso. 

 

José Luís Peixoto

 

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Arquivo de recortes sobre José Luís Peixoto e a sua obra.


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