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Entre 22 de novembro e 3 de dezembro, José Luís Peixoto participará em várias atividades literárias na Cidade do México e em Guadalajara.

 

22 de novembro, 17h — UNAM — Licenciatura en Letras Portuguesas/UNAM y Cátedra José Saramago, Cidade do México

 

23 de novembro, 13h — FES-Acátlan — Auditório II Miguel de La Torre, Acátlan

 

24 de novembro, 10h — UNAM —Escola Nacional de Línguas, Linguística e Tradução, Cidade do México

 

29 de novembro, 19h — FIL Guadalajara — Salón C, área internacional, Expo Guadalajara

 

29 de novembro, 22h — La Pasajera  — Galeana 362, 44100 Guadalajara

 

30 de novembro, 11h — FIL Guadalajara — CECYTEJ n.º 11, Atotonilco

 

2 de dezembro, 17h30 — FIL Guadalajara — Salón Agustín Yáñez, planta alta, Expo Guadalajara

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publicado às 01:42

Entre 16 e 20 de novembro, José Luís Peixoto participará em várias atividades literárias em Araxá e Porto Alegre.

 

16 de novembro, 18h — Fliaraxá — Tauá Grande Hotel de Araxá, Sala Minas Gerais, Araxá

 

17 de novembro, 19h — Fliaraxá — Tauá Grande Hotel de Araxá, Sala Minas Gerais, Araxá

 

19 de novembro, 15h — Feira do Livro de Porto Alegre — Auditório Barbosa Lessa – Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo (CCCEV), Porto Alegre

 

20 de novembro, 14h — PUCRS — Delfos (7º andar Biblioteca Central PUCRs) – Av. Ipiranga, 6681 Partenon, Porto Alegre

 

FLIARAXÁ JLP.jpg

 

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publicado às 00:01

Após regressar pela quinta vez à Coreia do Norte, José Luís Peixoto partilha a sua mais recente visita à península da Coreia numa série de crónicas diárias transmitidas na Antena 1.

 

Os episódios do 'Diário de um Escritor, entre as duas Coreias', podem ser ouvidos aqui:

 

30 de Out - Início da Viagem | Coreia do Norte

31 de Out - O Nascer do Dia | Coreia do Norte

01 de Nov - A Guia do Museu | Coreia do Norte

02 de Nov - Qual Será o Futuro? | Coreia do Norte

03 de Nov - O Paralelo 38 | Coreia do Norte

07 de Nov - No Sul da Coreia do Sul | Coreia do Sul

08 de Nov - Xiu não tem medo | Coreia do Sul

09 de Nov - Em frente à Embaixada dos EUA | Coreia do Sul

10 de Nov - A Crónica Antes do Regresso | Coreia do Sul

 

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publicado às 23:57

No âmbito do lançamento da edição finlandesa de A Criança em Ruínas (Ruhtinas, Joka Rakastui Orjaan), José Luís Peixoto estará presente nas seguintes actividades:

 

03 novembro, 16h30 - Turku City Main Library – Turun pääkirjasto, Linnankatu 2, Turku, Finlândia

03 novembro, 19h00 – Bar Ö – Linnankatu 2, Turku, Finlândia

06 novembro, 18h00 – Poetry Café - Runokahvila, Kulttuuritalo Villi, Vähäsillankatu 9, Salo, Finlândia

07 novembro, 18h00 – Rikhardinkadun Library – Rikhardinkatu 3, Helsínquia, Finlândia

07 novembro, 20h00 – Alppilan Huone – Porvoonkatu 19, Helsínquia, Finlândia

08 novembro, 18h00 – Writer's House – Harju 1, TallinnEstónia

 

10 novembro, 17h00 – Erinevate Tubade Klubi – Kastani 42, Tartu, Estónia

 

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publicado às 03:03

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publicado às 10:55

Crítica ao livro O Caminho Imperfeito para ler AQUI

 

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publicado às 16:42

04/10/2017 — 19h00 —  Livraria Arquivo, Leiria

11/10/2017 — 18h30 —  Livraria Bertrand, Alma Shopping, Coimbra

12/10/2017 — 18h30 — Livraria Fnac, Chiado, Lisboa

13/10/2017 — 18h30 — Livraria Bertrand, Shopping Cidade do Porto, Porto

14/10/2017 — 18h30 — Livraria Bertrand, Forum Aveiro, Aveiro

 

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publicado às 11:23

O Caminho Imperfeito é o novo livro de José Luís Peixoto. Chegará às livrarias portuguesas no dia 29 de setembro de 2017.

 

Entre Banguecoque e Las Vegas, José Luís Peixoto regressa à não-ficção com um livro surpreendente, repleto de camadas, de relações imprevistas, transitando do relato mais íntimo às descrições mais remotas e exuberantes. 

O Caminho Imperfeito é, em si próprio, a longa viagem a uma Tailândia para lá dos lugares-comuns do turismo, explorando aspetos menos conhecidos da sua cultura, sociedade, história, religiosidade, entre muitos outros. 

A sinistra descoberta de várias encomendas contendo partes de corpo humano numa estação de correios de Banguecoque fará que, com consequências imprevisíveis, a deambulação se transforme em demanda. 

Todos os episódios dessa excêntrica investigação foram O Caminho Imperfeito e, ao mesmo tempo, constituem uma busca pelo sentido das próprias viagens, da escrita e da vida. 

 

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publicado às 11:15

No âmbito do lançamento da edição peruana do romance 'Nadie Nos Mira', José Luís Peixoto estará presente nas seguintes actividades:

 

7  de setembro, 19h30 - Chepén - Cheng Lhin Club, Calle Lima, 717

12 de setembro, 19h30 - Lima - Centro Cultural de España en Perú, Jirón Natalio Sanchez 181, Cercado de Lima 15046

15 de setembro - Arequipa - Fesival del Libro Arequipa

 

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publicado às 13:27

Caminhamos entre tratores. Os nossos passos resvalam ligeiramente na areia solta e seca, caminhamos numa rua da feira, entre máquinas agrícolas e de construção. São novas, ainda sem riscos e sem uso. O meu pai aproxima-se de pneus de tratores que são quase da sua altura, aproxima-se de empilhadoras, analisa os guiadores e os comandos, ainda com o brilho e com o cheiro da fábrica. Como todas, também esta rua tem arcos geométricos a enfeitá-la, formas que ganharão luz à noite.

 

No lado de fora das muralhas, enquanto procurávamos estacionamento para a carrinha, o meu pai recusava perguntar o caminho a qualquer desconhecido. O meu pai andou na tropa em Évora, reconhece que algo possa ter mudado, talvez não lembre bem certos detalhes, mas jamais admitirá que desconhece a direção a seguir. As estradas estavam cheias de trânsito para a feira, demorámos bastante tempo à procura de estacionamento. O meu pai ia atrás de carros que, segundo ele, pareciam andar também à procura de estacionamento. Essa tática era ineficaz.

 

Chegámos ao Jardim Público a pé. Passámos por um homem a vender gelados, mas a minha mãe convenceu-me a esperar. A minha mãe e a minha irmã queriam ir aos seus assuntos, roupas talvez. O meu pai e eu tínhamos outros interesses. Marcámos uma hora e ficámos de encontrar-nos exatamente ali, naquele banco, perto daquela sombra, com vista para o Palácio de D. Manuel de um lado e, do outro, sobre árvores, para o topo da Igreja de São Francisco.

 

O meu pai e eu caminhámos até ao fundo do jardim. Daí, vi toda a feira de São João. Aquela cidade era diferente da Évora a que chego nos dias de semana das férias do verão. Aquele largo ocupado por barracas de feira e ruído, por carrosséis lá ao fundo, costuma ser um descampado sem gente, onde o meu pai estaciona a camioneta azul, pesada de aros de portas e janelas ou já leve, o meu corpo moído por carregá-los um a um, subindo escadas de prédios em construção, as minhas mãos vincadas pelos seus ângulos. E os homens a saírem da camioneta. E eu a descer da carroçaria, onde vou de pé, de cabelos ao vento, ou sentado, de costas para a cabina. Eu entre os homens.

 

Nos dias de trabalho, o meu pai não me dá privilégios. Pelo contrário, tenho de dar o exemplo, tenho a responsabilidade de representá-lo. Não posso deixá-lo mal.

 

Longe do nosso olhar, imaginadas, a minha mãe e a minha irmã avançavam já nas ruas daquela grande feira, misturadas com a animação. Naquele ponto, perante a paisagem, sei que o meu pai se alegrou com essa ideia, como eu.

 

A caixa de madeira está na nossa casa, na sala. A minha mãe guarda-a como um tesouro. Foi o meu pai que lha fez, que esculpiu o templo romano e as letras da palavra "Évora", coladas sobre o tampo, quase perfeitas. Essa caixa é a prova de que, noutra idade, foram namorados.

 

Faço dezasseis anos em setembro. Entusiasmado, o meu pai tenta interessar-me pelas máquinas, explica-me os prodígios que são capazes de operar, projeta imensas obras invisíveis no interior dos meus pensamentos. E consegue deixar-me alerta, ganha-me a atenção, mas não são as máquinas que me estimulam. É o seu entusiasmo que me entusiasma.

 

José Luís Peixoto, in Revista Up (setembro, 2017)

 

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publicado às 08:48



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