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Apresentação na Universidade de Goa:

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Apresentação no Instituto Camões, Goa:

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publicado às 18:18

No âmbito da edição Indiana do livro "Morreste-me", José Luís Peixoto estará presente em diversas actividades em Goa (dia 21 de março) e em Nova Deli (dia 23 de março).

Trata-se de uma edição trilingue: hindi, inglês e português.

A tradução hindi é da autoria de Rahul Khari e de Anil Yadar. 

A tradução inglesa foi feita por Robin Patterson. 

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 Capa da edição Indiana de Morreste-me.

 

 

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publicado às 11:40

José Luís Peixoto partipou na mostra pública POSTER que decorreu em Lisboa. Esta foi uma exposição ao ar livre de posters criados por diversos nomes do panorama cultural português.

O poster de José Luís Peixoto (61x91 cm) está agora disponível para venda aqui.

POSTER JLP.png

 

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publicado às 12:02

Em Teu Ventre

26.02.17

Em Teu Ventre as palavras.jpg

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publicado às 15:26

 

 

Enquanto estamos aqui, eles estão lá. Reconhecer a existência dos outros é o passo mais essencial para respeitá-los.

 

Afirmar o interior do país e o meio rural como uma realidade folclórica, exótica, ligada exclusivamente ao passado, é um insulto. Se existe agora, neste momento, então é presente. Se há quem ande de carroça hoje, então hoje também se anda de carroça. Não é possível levar uma vida no passado, acorda-se sempre no dia em que se está. Defender que a realidade do interior não é contemporânea transporta a visão tendenciosa e preconceituosa de que o nosso tempo é intrinsecamente urbano.

 

Também há quem argumente que o interior já não é rural, que a sua cultura hoje é tão urbana quanto a de qualquer cidade. Há duas possibilidades que contribuem para essa ideia: ignorância ou cegueira. Ou não sabem o que estão a dizer, ouviram daqui e dali e juntaram essas peças segundo o modo como gostam de imaginar o mundo; ou estiveram lá, mas não foram capazes de ver, mediram os outros pelos seus próprios critérios, baralharam as proporções, tomaram alguma coisa por outra coisa qualquer. Acharam talvez que, por haver televisão e Internet, não existia uma forma própria de entender o mundo e a vida.

 

As certezas absolutas que tínhamos acerca da modernidade e do desenvolvimento trouxeram-nos aqui. Foram elas que despovoaram o interior e transformaram aqueles que lá continuam numa minoria. A discrepância é enorme: uma aldeia assinalada no mapa tem menos gente do que o prédio mediano de uma qualquer avenida. Por isso, como sempre acontece com as minorias desfavorecidas (principalmente quando nem sequer são reconhecidas como tal), os seus direitos não são defendidos, a sua cultura é posta em causa.

 

A ruralidade não é o estereótipo da ruralidade. As piadas com personagens do meio rural têm a mesma raiz que as piadas sobre negros, homossexuais ou loiras. A discussão acerca da sua pertinência é a mesma.

 

Porque temos tantos problemas com os outros, mesmo quando estão na sua vida, apenas a lutar por sobreviver? Como nos deixámos convencer que engrandecemos se inferiorizarmos os outros?

 

Neste preciso momento, estamos a preparar o futuro. Se é verdade, apesar de não ser a única verdade, que a ruralidade mantém relações com o passado, temos todo o interesse de aproveitar essa sensibilidade, essa experiência. Não nascemos de geração espontânea. Chegamos de algum lado, que também nos constitui. A nossa história é parte de nós, mesmo que a recusemos. Desprezar a nossa história e a nossa cultura é desprezarmo-nos a nós próprios.

 

Enquanto estamos aqui, eles estão lá. A nossa realidade partilha este tempo com a realidade deles. Este tempo não pertence mais a uns do que outros.

 

Parece-me pertinente considerar a hipótese de que o futuro desejável possa conter um pouco desse mundo. E se o interior do país e a ruralidade contiverem não apenas passado, mas também futuro?

 

Em todos os instantes construímos o que virá. Estamos aqui, existimos, ainda estamos a tempo.

 

José Luís Peixoto, in revista UP, fevereiro de 2017

 

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publicado às 16:01

O livro "A Viagem do Salmão", de Henrique Sá Pessoa e José Luís Peixoto, com fotografias de Nicolas Lemmonier, está na lista de finalistas dos Gourmand Awards 2017, os prémios mundiais atribuídos anualmente a livros de cozinha. Os outros finalistas são dos seguintes países: Dinamarca, Austrália, Estados Unidos, Bahamas, Irlanda e Lituânia. O anúncio dos vencedores será feito a 27 de maio, na cidade de Yantai, na China. 

 

 

 

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publicado às 10:32

José Luís Peixoto escreveu a introdução à edição espanhola de O Crime do Padre Amaro, de Eça de Queirós, na coleção de Clássicos da Penguin. 

 

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publicado às 10:52

No âmbito da apresentação de Estrangeiras em Cabo Verde, José Luís Peixoto participará nas seguintes actividades:

 

Mindelo

22 de Janeiro, 20h00 e 22h00, encenação pelo Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo, espaço Alaim - Academia Livre de Artes Integradas do Mindelo

 

23 de Janeiro, 18h30, Biblioteca do Centro Cultural Português, Mindelo

 

Praia

24 Janeiro, 18h30, Auditório do Centro Cultural Português, Praia 

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publicado às 15:19

Toda a Vida

19.01.17

Começamos pela infância e, por isso, ficamos com o resto da vida para recordá-la. Dispomos de muito mais tempo para essa evocação do que tivemos para realmente vivê-la.

 

Com os anos, as lembranças podem estender-se, os seus contornos explodem devagar, ou podem encolher, ficam lá longe, no fim do túnel. Em qualquer dos casos, os anos distorcem as lembranças e, agora, custa a aceitar que esses dias duraram o mesmo do que estes. Às vezes, parece que foram muito maiores, cada instante parado, como uma fotografia que podemos analisar durante horas; outras vezes, parece que foram muito mais curtos, tardes a escorrerem como areia entre os dedos de uma mão aberta.

 

Em grande medida, a relação com a infância é a relação com a memória. Há tudo o que esquecemos, como seria útil se ainda tivéssemos essa lucidez, e há tudo o que queremos acreditar à força, bom e mau.  Aos poucos, a infância transforma-se num enigma: para podermos considerá-la, temos de decifrá-la e, no entanto, éramos nós que estávamos lá.

 

No outro extremo da linha, a maior parte da velhice é vivida por antecipação. Sem termos sequer a certeza de que lá chegaremos, perguntamos: como serei quando for velho?

 

A resposta varia de acordo com quem formos nesse momento. Um adolescente, por exemplo, acredita que será um velho com valores de adolescente. A ideia de quem seremos transfigura-se ao longo da vida. Quando chegar o tempo de viver a velhice, essas conjeturas valerão de muito pouco. Então, havemos de pensar e decidir de acordo com a perspectiva e os critérios que tivermos nessa altura.

 

Até atingirmos essa idade, a relação com a velhice é a avaliação que fazemos do futuro. Essa conta será feita de acordo com o que sabemos, com o que não tivermos esquecido.

 

E , ainda assim, todos nos cruzamos nas ruas e nas praças: os filhos dos outros, demasiado barulhentos e levemente irritantes, os velhos que achamos que nunca seremos, os adolescentes isentos de dúvidas e nós, que já não somos crianças ou adolescentes e que, independentemente da idade, nunca seremos mesmo velhos.

 

O país de cada um deles cruza-se com o país dos outros, mesmo quando são antagónicos. Agora, esforçamo-nos por recordar como éramos em crianças e, ao mesmo tempo, há crianças a assistirem a este momento com os olhos semelhantes àqueles com que assistíamos então. Agora, há velhos que tentam lembrar como foi ter a nossa idade e que, talvez, sejam muito parecidos com a pessoas que, estamos convencidos, seremos quando tivermos a idade deles.

 

Quem tem razão? Qual é o país mais certo? As crianças têm a sabedoria da sua inocência, o livre descontrolo dos sonhos. Os velhos têm a memória distorcida do que experimentaram, têm tudo o que conseguiram não esquecer. Os outros, entre crianças e velhos, têm as suas lutas e ilusões.

 

Contemporâneos, simultâneos, somos uma multidão de indivíduos. O país não é apenas o que achamos dele, não temos uma sensibilidade tão apurada. O país somos nós, todos e cada um: tanto é aquele que nasceu ontem e que se impressiona com os detalhes mais naturais, a luz, as cores; como é aquele que tem memórias que mais ninguém tem e que morrerá amanhã, apesar de ainda não o saber.

 

José Luís Peixoto, in UP, Janeiro de 2017.

 

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publicado às 09:19

No âmbito da apresentação de Galveias na Geórgia (publicado por Sulakauri), José Luís Peixoto participará nas seguintes actividades literárias em Tbilisi:

 

16/12

19h00, TSU - Universidade Estatal de Tbilisi: Edifício II, Sala 203, 1 Chavchavadze Avenue, Tbilisi 0179

 

21h00, A poesia de José Luís Peixoto será apresentada no âmbito do projeto Recitative in the City no Movement Theatre: Aghmashenebeli ave 182, Mushtaidi Garden)

 

18/12

15h00, Apresentação da tradução georgiana do romance Galveias na Biblioteca Nacional da Geórgia: Gudiashvili 7

 

18/12

19h00, Leitura de Galveias no Zoestan: 5 Vakhtang Beridze str.

 

Edição georgiana de Galveias:

Galveias Geórgia.png

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Biblioteca Nacional da Geórgia:

Georgia National Library.jpg

 

 Recitative in the City:

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publicado às 10:47



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